É no estágio que a teoria encontra prazo, cliente e problema de verdade. Entenda o que muda na sua formação e como aproveitar essa fase ao máximo.

Existe uma diferença grande entre resolver um exercício do livro e resolver um problema que alguém precisa ver resolvido até sexta-feira. No primeiro caso, o enunciado traz todos os dados. No segundo, metade das informações está faltando, o prazo é curto e tem gente esperando a sua resposta. O estágio costuma ser o primeiro lugar onde o estudante sente essa diferença na pele.
A teoria ganha contexto
Aquela fórmula de resistência dos materiais, a modelagem de banco de dados ou o cálculo de estoque deixam de ser conteúdo de prova e passam a ter consequência. Quando o estagiário vê uma peça falhar, um sistema travar ou uma entrega sair atrasada, entende por que o professor insistia tanto em certos detalhes.
O movimento também acontece no sentido contrário. Muita gente volta do estágio para a sala de aula com outro olhar e passa a prestar atenção em pontos que antes pareciam abstratos. A aula começa a responder perguntas que surgiram no trabalho.
O que se aprende além do conteúdo técnico
Cumprir horário, escrever um e-mail claro para o gestor, apresentar um resultado em reunião, pedir ajuda sem constrangimento. Nenhuma dessas habilidades aparece com destaque no histórico escolar, mas todas pesam na hora de uma contratação.
O estágio também mostra o que você não quer, e isso tem valor. Descobrir no meio do curso que não se identifica com determinada área é bem melhor do que descobrir depois de formado.
Formação para a vida real, na prática
O slogan da UCL, “Formação para a vida real”, tem muito a ver com essa etapa. Em cursos como Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica, a formação inclui estágio supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso, e a faculdade conta com uma coordenação dedicada a estágio e atividades complementares.
A proximidade com as empresas também conta. Na página de Engenharia de Produção, a UCL destaca a proximidade com Vale, ArcelorMittal e Suzano como facilitadora de estágios e projetos aplicados. O campus recebe com frequência organizações que apresentam oportunidades aos alunos. A Unilog Express, por exemplo, esteve na UCL para divulgar seu programa de trainee para estudantes de engenharia, e a Morar Construtora apresentou aos estudantes caminhos de ingresso no mercado por meio da empresa.
Antes mesmo do estágio, os projetos integradores ajudam a treinar esse músculo. Neles, os alunos desenvolvem protótipos e soluções aplicadas, testam, erram e ajustam, como acontece em qualquer equipe profissional.

Como aproveitar melhor o seu estágio
Chegue com perguntas. Entender por que um processo é feito de determinado jeito ensina muito mais do que apenas repetir a tarefa.
Anote o que fez. Um registro semanal das atividades ajuda no relatório de estágio e, mais tarde, na hora de atualizar o currículo e contar sua experiência numa entrevista.
Procure alguém para aprender de perto. Nem sempre é o chefe direto. Às vezes é o colega mais experiente da mesa ao lado, que tem paciência para explicar como as coisas funcionam ali dentro.
Leve o estágio para a sala de aula. Compartilhe com professores e colegas os problemas que encontrou. Isso enriquece as aulas e pode render um bom tema para o trabalho de conclusão.
Comece a se preparar cedo
Muitas vagas pedem que o estudante esteja em determinado período do curso, mas o terreno pode ser preparado antes. Mantenha o currículo em dia, participe das palestras com empresas no campus, acompanhe as oportunidades divulgadas pela faculdade e converse com a coordenação sobre as regras do estágio supervisionado no seu curso.
O diploma atesta o que você estudou. A experiência mostra o que você consegue fazer com isso.